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O PEQUENO PRÍNCIPE

Relendo o Pequeno Príncipe , de Antoine de Saint Exupéry, algumas frases me fizeram refletir. Muitas outras poderiam ser citadas aqui, mas escolhi 10 neste momento.
São frases que nos levam ao olhar para dentro de nós, da importância dos relacionamentos, da vulnerabilidade que devemos ter, as amizades, o que torna alguém especial, o significado do outro na minha vida, e muito mais

  1. ”Quando a gente anda sempre pra frente, não pode mesmo ir longe”. Sim, teremos obstáculos no dia a dia, isso é inevitável, mas mostra a importância de cometer erros. O que está ao nosso alcance é como lidamos com eles. 

  2. “ Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla”. Somos todos especiais.

  3. “ É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, eis um verdadeiro sábio” - é tão mais fácil ver o defeito do outro!!!!!.

  4. “Se tu vens, por exemplo, às 4 da tarde, desde às 3 começarei a ser feliz”. O prazer de encontrar alguém de quem se gosta, a expectativa gostosa.

  5. “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. A importância de sentir, de dar valor  a algo ou alguém, de forma mais profunda. Valorizar as pequenas coisas. Não ligar para aas aparências.

  6. “Tu te tornas as eternamente responsável por aquilo que cativas” - a responsabilidade de um relacionamento

  7. “Mas os olhos são cegos, é preciso buscar o coração”. Saber ver  as emoções.

  8. “A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar.” Podemos ser Vulneráveis quando nos envolvemos com alguém, e está tudo bem.

  9. “O que é importante, a gente não vê”. Novamente a importância do sentir.

  10. “È preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas”.  Passar por dificuldades é importante para nosso crescimento.  O crescimento, a beleza de algo,  vem quando você vê a oportunidade de crescimento que uma situação lhe trouxe.


DO TAMANHO DA SUA GARRA

Parece conselho de mãe, mas não é. Estudos variados mostram a importância em se dedicar a algo para ser bom naquilo, a importância de ter disciplina. 

Não importa o que você deseja como uma meta: acordar mais cedo, mudar de emprego, cozinhar melhor, ler mais..... eu não sei o que você deseja agora, mas é possível sim, com dedicação.

Angela Duckworth, professora da Universidade da Pensilvânia, fez vários estudos sobre o tema “Garra”, persistência, ir atrás de seus objetivos. Ela diz que talento é importante, mas o esforço é mais.

Dentre suas pesquisas, há o “não desistir”.

Então, você pode ser muitas coisas que queira, mas precisa de disciplina, e isso é uma arte. 

Algumas técnicas que você pode começar a usar:

  1. Pegue um papel e escreva uma pequena meta – o que você gostaria de mudar ou aperfeiçoar em sua vida?

  2. Essa meta é a curto ou longo prazo?

  3. Quando você pensa nela, qual a sensação que lhe vem?

  4. Imagine-se chegando a ela

  5. Desistir não faz parte do processo, mas sim a persistência

No final, a arte está finalizada ou bem encaminhada. Talvez algumas mudanças no caminho sejam necessárias para que isso aconteça, e tudo bem...

Coloque sentido em cada coisa de sua vida, e você verá a mudança que isso traz para você!


A TAREFA DE DEIXAR OS FILHOS CRESCERAM

A DIFÍCIL TAREFA DE DEIXAR OS FILHOS CRESCEREM.....


É isso mesmo! Para muitos de nós, pais, é difícil ver que aquele nosso bebê cresceu, e que ele pode e precisa fazer as coisas sozinho. A nossa vontade de  proporcionar e facilitar as coisas a ele faz com que nos antecipemos e tomemos a frente de coisas que eles já podem fazer sozinhos. Nossa vontade de mimar é grande, não é?

Mas deixá-los experimentar, fazer escolhas, e até errar e se frustrar, faz com que eles se desenvolvam cognitiva e emocionalmente. Crianças autônomas serão adultos mais confiantes. É isso que queremos para eles, não é?

E nosso sentimento de culpa por não deixar tudo à mão, de não protege-los em excesso?

Acredito que essa sensação possa ser diminuída quando sabemos que estamos fazendo o melhor que podemos para ajudá-los a crescer, a serem pessoas que possam fazer suas escolhas, a lidarem com as perdas, a se colocarem frente às situações de forma construtiva, a assumirem responsabilidades e compromissos na vida.

Muitos pais sentem-se perdidos nessa difícil tarefa de crescimento dos filhos, pois querem protegê-los das consequências de suas escolhas. E junto, o medo de serem “abandonados” por eles, não mais serem necessários. É um crescimento para eles, pais, também. 

O resultado de uma postura assim é que os filhos se sentirão felizes, virão o que são capazes de fazer, de conquistar, e também perceberão que o esforço e a persistência proporcionam uma sensação de bem-estar. É permitir que os filhos vão atrás de seus sonhos, metas, projetos.

Como então ajudá-los nesse processo, que é gradual, mas necessário?

Temos várias oportunidades no dia-a-dia para incentivar essa autonomia, de acordo com a idade, desde levar o prato para a pia e escolher a roupa após o banho, pegar um copo d'água...

Nossa função como mães (pais) é ajudá-los a ter essa autonomia, mas também usando o limite, porque o “não” tem e deve ser dito, e que não fazer automaticamente tudo para eles é educá-los a desenvolver a segurança, é ajudá-los a conquistar as coisas, estar junto, não abandoná-los.

É também escutando o que eles têm a dizer, respeitando seus limites, compreendendo suas reações de forma empática, fazendo acordos. 

Dar autonomia não nos transforma em pais ruins, pelo contrário. Já pensou dessa forma? Um filho com autonomia não vai abandonar a mãe ou família, é essa ideia que precisa ser mudada. Acredito que sendo autônomo poderá estar mais junto dos pais, sensação de pertencimento,  participando mais ativamente do dia-a-dia, mais seguro e confiante nas suas decisões e metas.

Sabe como pode prepará-los para vida e você senti-los  por perto? Permita que ajudem na cozinha, que escolham suas roupas, que falem de seus sonhos, que escolham o restaurante do almoço, que sintam que pode falar com você sobre erros e acertos, e que é escutado de verdade.

Você estará participando ativamente da vida deles e dando a oportunidade para que cresçam e sejam felizes.


ISOLAMENTO X SAÚDE MENTAL

Nesse momento de grandes mudanças, uma situação com a qual é difícil lidar, para muitas pessoas, é o isolamento social. Muitos moram sozinhos, ou estão assustados...

A nossa saúde emocional é o que nos deixará bem. Para isso, algumas coisas podem ser feitas, também como um trabalho preventivo.

É possível um trabalho para que as pessoas possam descobrir, nesse momento, quais são suas forças, e o que podem fazer para passarem, da melhor forma possível, por esse momento.

Sim, passará, e pode deixar grandes marcas como depressão, crises de ansiedade, dentre outras.

Nós, psicólogos, estamos autorizados a atender online, e isso pode fazer a diferença para você, agora e pós quarentena.

Procure ajuda, e fique bem!

Lêda Zoéga Parolo

Psicóloga